Esta geração tem que lutar por uma Justiça que não descrimine ricos e pobres, que seja exercida em tempo útil, independente dos políticos nas decisões e dotada dos recursos necessários para executar leis que sejam claras.
Esta geração tem que lutar por uma Educação exigente nos conteúdos e objectivos, com disciplina nas escolas, professores respeitados a quem se exige resultados e com o objectivo de formar qualidade e não quantidade.
Esta geração tem que lutar por um Estado eficiente na gestão dos recursos públicos, zeloso do bem comum, sério nos compromissos assumidos, exigente e competente, regulador na economia com meios e poderes efectivos.
Esta geração tem que lutar por uma Sociedade Civil independente e exigente com o Estado, empreendedora, que valoriza o mérito, o trabalho, a cultura e a educação.
Esta geração é a minha.
segunda-feira, 14 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
novo mapa de freguesias...
Depois de Lisboa a discussão sobre a redução de freguesias chegou também a Gaia.
Sou totalmente a favor da redução do número de concelhos e de freguesias como forma de racionalizar custos, adaptar a divisão administrativa à realidade demográfica e contribuir para um adequado planeamento e organização do território.
Ninguém vai gostar se o seu concelho ou freguesia mudar de nome fruto de agregação com os vizinhos, em especial se ficar com o nome do parceiro do lado.
Em especial os locais recordam-se certamente da polémica sobre o nome da barragem de Crestuma-Lever. Imaginem alguém chegar a Lever e ousar dizer que por decreto passam a viver em Crestuma…
Infelizmente este aspecto menor vai ser o mais discutido em detrimento do que realmente é importante.
Assim avanço desde já com uma proposta com os nomes das futuras freguesias de Vila Nova de Gaia e a sua constituição:
- Cidade de vila Nova Gaia – Afurada, Santa Marinha, Mafamude e Vilar do Paraíso;
- Gaia Litoral Norte – Canidelo, Madalena e Valadares;
- Gaia Litoral Sul – Gulpilhares, Arcozelo e S. Félix da Marinha;
- Gaia Sul – Serzedo, Perosinho, Sermonde, Grijó, Seixezelo;
- Gaia Centro – Canelas e Pedroso;
- Gaia Nascente – Olival, Sandim, Crestuma e Lever;
- Gaia Centro Norte – Vilar de Andorinho e Oliveira do Douro;
- Avintes – Avintes.
Sou totalmente a favor da redução do número de concelhos e de freguesias como forma de racionalizar custos, adaptar a divisão administrativa à realidade demográfica e contribuir para um adequado planeamento e organização do território.
Ninguém vai gostar se o seu concelho ou freguesia mudar de nome fruto de agregação com os vizinhos, em especial se ficar com o nome do parceiro do lado.
Em especial os locais recordam-se certamente da polémica sobre o nome da barragem de Crestuma-Lever. Imaginem alguém chegar a Lever e ousar dizer que por decreto passam a viver em Crestuma…
Infelizmente este aspecto menor vai ser o mais discutido em detrimento do que realmente é importante.
Assim avanço desde já com uma proposta com os nomes das futuras freguesias de Vila Nova de Gaia e a sua constituição:
- Cidade de vila Nova Gaia – Afurada, Santa Marinha, Mafamude e Vilar do Paraíso;
- Gaia Litoral Norte – Canidelo, Madalena e Valadares;
- Gaia Litoral Sul – Gulpilhares, Arcozelo e S. Félix da Marinha;
- Gaia Sul – Serzedo, Perosinho, Sermonde, Grijó, Seixezelo;
- Gaia Centro – Canelas e Pedroso;
- Gaia Nascente – Olival, Sandim, Crestuma e Lever;
- Gaia Centro Norte – Vilar de Andorinho e Oliveira do Douro;
- Avintes – Avintes.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
O presidente
As sondagens
Acabo de ouvir os comentadores dissertar sobre as últimas sondagens com argumentos que chegam as justificar as variações ao nível das décimas.
A exemplo das últimas presidências a esquerda parece aproximar-se num sprint final face à descida do centro direita. Enganem-se os que julgam que isso deve-se em grande parte à campanha. Com um único candidato o centro direita sabe há muito em quem vota enquanto que na esquerda socialista o desconforto com o resultado da governação só começa a desaparecer, nestes inquéritos, com a proximidade das eleições.
O mandato que termina
O presidente Cavaco Silva fez um mandato fiel às suas promessas eleitorais: respeito integral pelas funções presidenciais, magistratura de influência, cooperação institucional com o governo e defesa do interesse nacional.
Reagiu energicamente à tentativa de redução dos poderes presidências no caso do estatuto dos Açores como também respeitou as decisões da assembleia e governo mesmo contra as suas convicções.
Usou o seu poder de influência para forçar o abandono da Ota como também contribuiu decisivamente para aprovação do Pec e do orçamento em 2010.
Colaborou e defendeu o governo nas reformas da Saúde de Correia de Campos e na Educação com Maria de Lurdes Rodrigues.
Por diversas vezes alertou e denunciou o rumo que o país estava a tomar.
Os candidatos
Manuel Coelho concorre pelo mediatismo e já a pensar nas próximas eleições na Madeira. Sem qualquer estrutura mas com um humor corrosivo conseguiu a atenção mediática que desejava. Foi o joker desta eleição.
Defensor Moura surgiu com três objectivos: afrontar parte da entourage socialista pelo forma como o obrigaram a sair de Viana, actuar como sniper contratado para atrapalhar Cavaco e marcar posição para o seu futuro político.
Francisco Lopes acedeu à vontade colectiva do partido comunista. Fez uma campanha em crescendo centrada na defesa do seu eleitorado procurando evitar uma erosão eleitoral. Se chegar aos 10% terá uma palavra importante na sucessão de Jerónimo de Sousa.
Fernando Nobre foi empurrado por Soares para atrapalhar Alegre. O lobby soarista esteve todo a seu lado. Os que têm mais responsabilidades no partido ou no governo apoiaram-no por omissão na defesa a Alegre. Infelizmente um exemplo de que nem sempre a sociedade civil consegue acrescentar valor à política.
Manuel Alegre ficou encurralado entre dois partidos com posições diametralmente opostas. Acima de tudo Alegre está a pagar a ousadia de ter concorrido contra Soares há 5 anos e a ser prejudicado pela grave crise que o país atravessa resultado da governação socialista. Em circunstâncias económicas, sociais e políticas diferentes Alegre poderia ser um bom presidente.
Cavaco Silva corre para a reeleição. Nesta campanha deixou claro que num segundo mandato será mais interventivo com a sua magistratura de influência.
Manifestou-se claramente contra as opções macro-económicas seguidas, criticou o estado da justiça, lamentou a falta de ética na política e apelou à responsabilidade e espírito de sacrifício dos Portugueses.
A escolha
Por atribuir a esta eleição uma importância decisiva para o futuro, por acreditar na seriedade, ética, experiência e conhecimento do candidato e por Portugal desejo uma vitória expressiva de Cavaco Silva.
A previsão
Cavaco Silva – 55%
Manuel Alegre – 25%
Fernando Nobre – 9%
Francisco Lopes – 8%
Defensor Moura – 2%
Manuel Coelho – 1%
Abstenção – 50%
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
Португалия в свое лучшем?
"Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal, pelo Governo liberal de José Sócrates. Mais um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.
E não é por eles serem portugueses. Vá o leitor ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e vai descobrir que doze por cento da população é portuguesa, oriunda de um povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão....e à Austrália.
Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata (PSD) e Partido Socialista (PS), gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde anos 80.
O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê?
Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia se deixou sugar, é aquele em que as agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos Estados Unidos da América (onde havia de ser?) virtual e fisicamente, controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.
Com amigos como estes organismos e ainda Bruxelas, quem precisa de inimigos?
Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e apavorada com a Alemanha depois das suas tropas invadiram o seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. A França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para a sua indústria.
E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos pelos motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de que país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são os Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.
Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata da direita) e PS (Socialista, do centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo a sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir!!) e a sua indústria (desapareceu!!) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas!!), a troco de quê?
O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza numa base sustentável?
Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que despejaram biliões de euros através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque é considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é!!) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.
A sua "política de betão" foi bem idealizada mas, como sempre, mal planeada, o resultado de uma inapta, descoordenada e, às vezes inexistente no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.
Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.
O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam.
Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou-se em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini, Maserati. Foram organizadas caçadas de javalí em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficaram a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem.
Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político.
E ele é um dos melhores?
Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanista, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo excelente diplomata, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, "Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando") que criou mais problemas com o seu discurso do que com os que resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de José Sócrates, um ex-Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado pelos interesses instalados.
Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares (???) de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projetos de educação).
E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes.
O Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%).
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%).
Concordo com o sacrifício (1%)
Um por cento! Quanto ao aumento dos impostos, a reação imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afetará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão.
Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem os resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar!!
É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de rating, que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português.
Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno do Governo de Portugal ao PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado com as suas ideias e propostas.
Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal para o ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos.
Esses traidores estão a levar cada vez mais portugueses a questionarem se não deveriam ter sido assimilados há séculos pela Espanha.
Que convidativo, o ditado português "Quem não está bem, que se mude". Certo, bem longe de Portugal, como todos os que podem estão a fazer. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico e uma classe política abominável."
E não é por eles serem portugueses. Vá o leitor ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e vai descobrir que doze por cento da população é portuguesa, oriunda de um povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão....e à Austrália.
Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata (PSD) e Partido Socialista (PS), gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde anos 80.
O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê?
Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia se deixou sugar, é aquele em que as agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos Estados Unidos da América (onde havia de ser?) virtual e fisicamente, controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.
Com amigos como estes organismos e ainda Bruxelas, quem precisa de inimigos?
Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e apavorada com a Alemanha depois das suas tropas invadiram o seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. A França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para a sua indústria.
E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos pelos motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de que país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são os Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.
Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata da direita) e PS (Socialista, do centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo a sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir!!) e a sua indústria (desapareceu!!) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas!!), a troco de quê?
O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza numa base sustentável?
Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que despejaram biliões de euros através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque é considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é!!) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.
A sua "política de betão" foi bem idealizada mas, como sempre, mal planeada, o resultado de uma inapta, descoordenada e, às vezes inexistente no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.
Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.
O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam.
Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou-se em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini, Maserati. Foram organizadas caçadas de javalí em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficaram a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem.
Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político.
E ele é um dos melhores?
Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanista, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo excelente diplomata, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, "Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando") que criou mais problemas com o seu discurso do que com os que resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de José Sócrates, um ex-Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado pelos interesses instalados.
Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares (???) de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projetos de educação).
E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes.
O Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%).
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%).
Concordo com o sacrifício (1%)
Um por cento! Quanto ao aumento dos impostos, a reação imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afetará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão.
Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem os resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar!!
É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de rating, que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português.
Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno do Governo de Portugal ao PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado com as suas ideias e propostas.
Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal para o ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos.
Esses traidores estão a levar cada vez mais portugueses a questionarem se não deveriam ter sido assimilados há séculos pela Espanha.
Que convidativo, o ditado português "Quem não está bem, que se mude". Certo, bem longe de Portugal, como todos os que podem estão a fazer. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico e uma classe política abominável."
Timothy Bancroft-Hinchey Pravda.Ru Mais um exemplo de que somos vistos lá por fora. Não assino por baixo mas são ditas muitas verdades que nos deviam fazer pensar, mas acima de tudo agir. |
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
para abate...
A opinião de Marques Mendes sobre alguns organismos públicos:
Ministério das Obras Públicas - 4
1. INIR (Instituto Nacional de Infraestruturas Rodoviárias)
a) Funções de Regulação (Parcerias Público-Privadas) e de Fiscalização da Rede Rodioviária Nacional;
b) São competências que já estão hoje na EP Estradas de Portugal e no IMTT (antiga Direcção Geral de Viação).
CONCLUSÃO: PODE SER EXTINTO.
2. GISAF (Gabinete Investigação e Segurança de Acidentes Ferroviários.
a) Funções de Investigação quando há acidentes ferroviários;
b) Funções que também estão na CP e na REFER (quando há um acidente ferroviário é a CP ou a Refer que trata do assunto).
c) Parece um instituto criado para colocar um socialista desempregado da gestão das EP dos Transportes (João Crisóstomo).
CONCLUSÃO: PODE SER EXTINTO.
3. NAER (Instituto para estudar e Conceber o Novo Aeroporto de Lisboa)
a) As suas funções podem perfeitamente passar para a ANA, EP (Empresa de Aeroportos e Navegação Aérea)
b) É uma racionalização óbvia e necessária.
CONCLUSÃO: ESTE SERVIÇO PODE SER EXTINTO.
4. Fundação das comunicações móveis (uma das centenas que existem – pendurada no Estado)
a) Tratou do computador Magalhães;
b) Estado nomeia os seus gestores (clientelas);
c) AR já propôs a sua extinção em relatório aprovado;
d) Governo fez vista grossa. O Governo gosta mais de reduzir salários que extinguir serviços.
CONCLUSÃO: PODE SER EXTINTA
Ministério da Agricultura - 3
1. No âmbito do PRODER (QREN da Agricultura) há 2 serviços:
a) Gabinete do Planeamento (Concebe Projectos e Gere o Programa); e o
b) IFAP (antigo IFADAP) – Paga e fiscaliza os apoios concedidos.
CONCLUSÃO: O Gabinete de Planeamento pode ser extinto e as suas competências passarem para o IFAP.É mais coerente, evitam-se sobreposições de competências e poupa-se dinheiro público.
2. Fundação Alter Real
a) Competências sem relevância para serem autonomizadas numa fundação pública;
b) Tem cinco administradores – presidente é o presidente da Companhia das Lezírias.CONCLUSÃO: A fundação pode ser extinta e as suas competências integradas na Companhia das Lezírias (hoje até já o presidente é o mesmo).
3. No âmbito da Barragem do Alqueva há duas entidades:
a) a EDIA (190/200 funcionários) que tratou da construção da barragem do Alqueva; e a
b) GESTALQUEVA (trata do fomento do turismo na zona do grande lago)
c) Não há razão nenhuma para esta duplicação de organismos:
Primeiro: EXTINGUIR A GESTALQUEVA, colocar as competências na EDIA ou concessionar a privados (fomento do turismo);
Segundo: EMAGRECER A EDIA (já acabou a construção da barragem).
Ministério do Trabalho e da Segurança Social – 9
1. Há neste Ministério sete organismos consultivos (uma loucura):
• Conselho Nacional da Formação Profissional
• Conselho Nacional da Higiene e Segurança no Trabalho
• Conselho Nacional de Segurança Social
• Conselho Nacional do Rendimento Social de Inserção
• Conselho Nacional para a Reabilitação
• Conselho Consultivo das Famílias
• Comissão de Protecção de Políticas da Família
Minha Proposta:
• Extinguir todos (para estas tarefas existem direcções-gerais com as mesmas áreas de competência).
2. Ao nível de outros serviços – estes de natureza executiva - podem ser feitas várias outras extinções.
Assim:
a) O Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério da Segurança Social pode integrar as competências do Instituto de Informática e do Instituto de gestão do FS Europeu (competências afins e sobrepostas). MENOS DOIS ORGANISMOS.
b) Dois institutos – o Instituto da Segurança Social e o Instituto Nacional para a Reabilitação podem ser extintos e as suas competências (hoje afins e sobrepostas) serem integradas na Direcção-geral da Segurança Social. MENOS DOIS ORGANISMOS
Mistério da Saúde – 3
1. Alto Comissário para a Saúde (Orçamento de 30 milhões de euros)
a) Criado por Correia de Campos no Governo Guterres;
b) Veio o Governo do Durão Barroso e extinguiu-o:
c) Voltou Correia de Campos no Governo Sócrates e voltou a criar;
d) O Alto Comissário – veja-se bem – tem estatuto de membro do Governo (sub-secretário de Estado)
e) CONCLUSÃO: Pode ser extinto e as suas competências passarem para a Direcção-geral de Saúde (actualmente são competências sobrepostas).
f) Se a moda pega passamos a ter o Alto Comissário da Justiça, da Segurança Social, da Economia, da Comunicação Social, etc. etc.
g) Haja Bom Senso. Temos de POUPAR, extinguindo este organismo inútil.
2. Conselho Nacional de Saúde – Mais um Conselho Consultivo
a) Orgão Consultivo do Ministério da Saúde
b) Não faz sentido. A D G Saúde faz na perfeição esse papel. É a sua competência legal.
c) Mais um serviço que pode ser EXTINTO
3. Instituto da Droga e da Toxicodependência
a) Ao nível central tem cinco coordenadores – Equiparados a directores-gerais.
b) Ao nível regional tem cinco directores regionais
c) Tem cerca de dois mil funcionários (1/3 nos Serviços Centrais) – Uma loucura
d) As suas funções são no domínio da Saúde Pública
e) Pode perfeitamente SER EXTINTO, as suas competências locais integradas nos Centros de Saúde e as suas competências centrais na DG Saúde (é área de saúde pública)
f) Área de Estudos (quando for o caso encomendar às Universidades e Centros de Investigação)
Ministério do Ambiente – 3
1. Na área do ambiente há três institutos importantes:
a) Agência Portuguesa do Ambiente;
b) ICN – Instituto Conservação da Natureza;
c) INAG – Instituto Nacional da Água
• Têm todos competências muito semelhantes e, nalguns casos, sobrepostas.
• Seria possível e desejável fundir tudo num único organismo – a Agência Portuguesa do Ambiente.
• É o exemplo inglês (apontado normalmente como referência)
• Poupa-se imenso:Passamos a ter um único instituto em vez de três
Passamos a ter uma única administração em vez de três
Passamos a ter uma única estrutura administrativa, de contabilidade e financeira, em vez de três
Passamos a ter um único orçamento em vez de três
Passamos a ter menos pessoal e menos encargos
2. Ao nível regional temos a seguinte estrutura sobreposta:
a) As Comissões de Coordenação Regional têm competências na área do ambiente;
b) As ARH – Administração Recursos Hídricos, mesmo assim, existem como estruturas autónomas (cinco ARH/ cinco concelhos de administração/ cinco orçamentos/ cinco estruturas administrativas). Os organismos mais BUROCRÁTICOS que existem em Portugal.
c) Podem extinguir-se as ARH e integrar as suas competências nas CCDR
GANHO DE POUPANÇA. GANHO DE DESBUROCRATIZAÇÃO
Ministério da Administração Interna - 18
1. Extinção de 18 Governos Civis
a) Hoje, os Governos Civis, não fazem qualquer sentido;
b) Estão desprovidos de competências;
c) As suas pequenas competências (de carácter administrativo e de concessão de licenças de exploração de estabelecimentos) podem passar para as Câmaras Municipais (com vantagem de proximidade para os cidadãos);
d) A sua extinção permite poupar significativamente (porque têm grandes estruturas de pessoal)
e) Servem de “sacos azuis” de vários governos
f) PSD em 2002 prometeu a sua extinção mas também falhou (não cumpriu) por falta de vontade política.
Ministério da Educação – 2
1. Três Institutos com Competências Duplicadas/Sobrepostas:
a) GAVE – Gabinete de Avaliação Educacional
b) GEP – Gabinete de Estudos e Planeamento
c) MISI – Gabinete Coordenador do Sistema Informático do ME (recolha de Informação)
CONCLUSÃO: Destes três serviços, dois PODEM SER EXTINTOS e concentrar competências num único.
Vantagens:
• São Menos Administradores
• Menos Assessores
• Menos Pessoal
• Menos Despesa
• Menos burocracia
2. Direcções Regionais de Educação – Emagrecer
• Em termos de dimensão estão a atingir proporções gigantescas.
• Quadros de pessoal aumentaram significativamente nos últimos anos.
Assembleia da República – 2
1. Comissão Nacional de Eleições:
a) Estrutura permanente encarregue de fiscalizar os actos eleitorais;
b) A seguir ao 25 de Abril podia justificar-se;
c) Agora não faz sentido ser uma Comissão Permanente;
d) ABSURDO – Funciona em Permanência (365 dias por ano) mas só tem competências quando há eleições (nos 30 dias antes das eleições);
e) Pode ser extinta e as suas competências integradas no STAPE (Secretariado Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, no MAI); ou quando muito, Ser uma Comissão Eventual (a funcionar só nos períodos eleitorais).
2. CADA – Comissão Nacional de Acesso aos Documentos Administrativos
• Não faz sentido
• Pode ser extinta
Ministério das Obras Públicas - 4
1. INIR (Instituto Nacional de Infraestruturas Rodoviárias)
a) Funções de Regulação (Parcerias Público-Privadas) e de Fiscalização da Rede Rodioviária Nacional;
b) São competências que já estão hoje na EP Estradas de Portugal e no IMTT (antiga Direcção Geral de Viação).
CONCLUSÃO: PODE SER EXTINTO.
2. GISAF (Gabinete Investigação e Segurança de Acidentes Ferroviários.
a) Funções de Investigação quando há acidentes ferroviários;
b) Funções que também estão na CP e na REFER (quando há um acidente ferroviário é a CP ou a Refer que trata do assunto).
c) Parece um instituto criado para colocar um socialista desempregado da gestão das EP dos Transportes (João Crisóstomo).
CONCLUSÃO: PODE SER EXTINTO.
3. NAER (Instituto para estudar e Conceber o Novo Aeroporto de Lisboa)
a) As suas funções podem perfeitamente passar para a ANA, EP (Empresa de Aeroportos e Navegação Aérea)
b) É uma racionalização óbvia e necessária.
CONCLUSÃO: ESTE SERVIÇO PODE SER EXTINTO.
4. Fundação das comunicações móveis (uma das centenas que existem – pendurada no Estado)
a) Tratou do computador Magalhães;
b) Estado nomeia os seus gestores (clientelas);
c) AR já propôs a sua extinção em relatório aprovado;
d) Governo fez vista grossa. O Governo gosta mais de reduzir salários que extinguir serviços.
CONCLUSÃO: PODE SER EXTINTA
Ministério da Agricultura - 3
1. No âmbito do PRODER (QREN da Agricultura) há 2 serviços:
a) Gabinete do Planeamento (Concebe Projectos e Gere o Programa); e o
b) IFAP (antigo IFADAP) – Paga e fiscaliza os apoios concedidos.
CONCLUSÃO: O Gabinete de Planeamento pode ser extinto e as suas competências passarem para o IFAP.É mais coerente, evitam-se sobreposições de competências e poupa-se dinheiro público.
2. Fundação Alter Real
a) Competências sem relevância para serem autonomizadas numa fundação pública;
b) Tem cinco administradores – presidente é o presidente da Companhia das Lezírias.CONCLUSÃO: A fundação pode ser extinta e as suas competências integradas na Companhia das Lezírias (hoje até já o presidente é o mesmo).
3. No âmbito da Barragem do Alqueva há duas entidades:
a) a EDIA (190/200 funcionários) que tratou da construção da barragem do Alqueva; e a
b) GESTALQUEVA (trata do fomento do turismo na zona do grande lago)
c) Não há razão nenhuma para esta duplicação de organismos:
Primeiro: EXTINGUIR A GESTALQUEVA, colocar as competências na EDIA ou concessionar a privados (fomento do turismo);
Segundo: EMAGRECER A EDIA (já acabou a construção da barragem).
Ministério do Trabalho e da Segurança Social – 9
1. Há neste Ministério sete organismos consultivos (uma loucura):
• Conselho Nacional da Formação Profissional
• Conselho Nacional da Higiene e Segurança no Trabalho
• Conselho Nacional de Segurança Social
• Conselho Nacional do Rendimento Social de Inserção
• Conselho Nacional para a Reabilitação
• Conselho Consultivo das Famílias
• Comissão de Protecção de Políticas da Família
Minha Proposta:
• Extinguir todos (para estas tarefas existem direcções-gerais com as mesmas áreas de competência).
2. Ao nível de outros serviços – estes de natureza executiva - podem ser feitas várias outras extinções.
Assim:
a) O Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério da Segurança Social pode integrar as competências do Instituto de Informática e do Instituto de gestão do FS Europeu (competências afins e sobrepostas). MENOS DOIS ORGANISMOS.
b) Dois institutos – o Instituto da Segurança Social e o Instituto Nacional para a Reabilitação podem ser extintos e as suas competências (hoje afins e sobrepostas) serem integradas na Direcção-geral da Segurança Social. MENOS DOIS ORGANISMOS
Mistério da Saúde – 3
1. Alto Comissário para a Saúde (Orçamento de 30 milhões de euros)
a) Criado por Correia de Campos no Governo Guterres;
b) Veio o Governo do Durão Barroso e extinguiu-o:
c) Voltou Correia de Campos no Governo Sócrates e voltou a criar;
d) O Alto Comissário – veja-se bem – tem estatuto de membro do Governo (sub-secretário de Estado)
e) CONCLUSÃO: Pode ser extinto e as suas competências passarem para a Direcção-geral de Saúde (actualmente são competências sobrepostas).
f) Se a moda pega passamos a ter o Alto Comissário da Justiça, da Segurança Social, da Economia, da Comunicação Social, etc. etc.
g) Haja Bom Senso. Temos de POUPAR, extinguindo este organismo inútil.
2. Conselho Nacional de Saúde – Mais um Conselho Consultivo
a) Orgão Consultivo do Ministério da Saúde
b) Não faz sentido. A D G Saúde faz na perfeição esse papel. É a sua competência legal.
c) Mais um serviço que pode ser EXTINTO
3. Instituto da Droga e da Toxicodependência
a) Ao nível central tem cinco coordenadores – Equiparados a directores-gerais.
b) Ao nível regional tem cinco directores regionais
c) Tem cerca de dois mil funcionários (1/3 nos Serviços Centrais) – Uma loucura
d) As suas funções são no domínio da Saúde Pública
e) Pode perfeitamente SER EXTINTO, as suas competências locais integradas nos Centros de Saúde e as suas competências centrais na DG Saúde (é área de saúde pública)
f) Área de Estudos (quando for o caso encomendar às Universidades e Centros de Investigação)
Ministério do Ambiente – 3
1. Na área do ambiente há três institutos importantes:
a) Agência Portuguesa do Ambiente;
b) ICN – Instituto Conservação da Natureza;
c) INAG – Instituto Nacional da Água
• Têm todos competências muito semelhantes e, nalguns casos, sobrepostas.
• Seria possível e desejável fundir tudo num único organismo – a Agência Portuguesa do Ambiente.
• É o exemplo inglês (apontado normalmente como referência)
• Poupa-se imenso:Passamos a ter um único instituto em vez de três
Passamos a ter uma única administração em vez de três
Passamos a ter uma única estrutura administrativa, de contabilidade e financeira, em vez de três
Passamos a ter um único orçamento em vez de três
Passamos a ter menos pessoal e menos encargos
2. Ao nível regional temos a seguinte estrutura sobreposta:
a) As Comissões de Coordenação Regional têm competências na área do ambiente;
b) As ARH – Administração Recursos Hídricos, mesmo assim, existem como estruturas autónomas (cinco ARH/ cinco concelhos de administração/ cinco orçamentos/ cinco estruturas administrativas). Os organismos mais BUROCRÁTICOS que existem em Portugal.
c) Podem extinguir-se as ARH e integrar as suas competências nas CCDR
GANHO DE POUPANÇA. GANHO DE DESBUROCRATIZAÇÃO
Ministério da Administração Interna - 18
1. Extinção de 18 Governos Civis
a) Hoje, os Governos Civis, não fazem qualquer sentido;
b) Estão desprovidos de competências;
c) As suas pequenas competências (de carácter administrativo e de concessão de licenças de exploração de estabelecimentos) podem passar para as Câmaras Municipais (com vantagem de proximidade para os cidadãos);
d) A sua extinção permite poupar significativamente (porque têm grandes estruturas de pessoal)
e) Servem de “sacos azuis” de vários governos
f) PSD em 2002 prometeu a sua extinção mas também falhou (não cumpriu) por falta de vontade política.
Ministério da Educação – 2
1. Três Institutos com Competências Duplicadas/Sobrepostas:
a) GAVE – Gabinete de Avaliação Educacional
b) GEP – Gabinete de Estudos e Planeamento
c) MISI – Gabinete Coordenador do Sistema Informático do ME (recolha de Informação)
CONCLUSÃO: Destes três serviços, dois PODEM SER EXTINTOS e concentrar competências num único.
Vantagens:
• São Menos Administradores
• Menos Assessores
• Menos Pessoal
• Menos Despesa
• Menos burocracia
2. Direcções Regionais de Educação – Emagrecer
• Em termos de dimensão estão a atingir proporções gigantescas.
• Quadros de pessoal aumentaram significativamente nos últimos anos.
Assembleia da República – 2
1. Comissão Nacional de Eleições:
a) Estrutura permanente encarregue de fiscalizar os actos eleitorais;
b) A seguir ao 25 de Abril podia justificar-se;
c) Agora não faz sentido ser uma Comissão Permanente;
d) ABSURDO – Funciona em Permanência (365 dias por ano) mas só tem competências quando há eleições (nos 30 dias antes das eleições);
e) Pode ser extinta e as suas competências integradas no STAPE (Secretariado Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, no MAI); ou quando muito, Ser uma Comissão Eventual (a funcionar só nos períodos eleitorais).
2. CADA – Comissão Nacional de Acesso aos Documentos Administrativos
• Não faz sentido
• Pode ser extinta
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
A origem da Broa de Avintes...
Texto de José Vaz sobre a recente polémica relativa à origem da Broa de Avintes:
"Veio ao conhecimento público, muito recentemente, uma opinião sobre a “origem africana” da Broa de Avintes. Quem a produziu foi o Sr. ex-cônsul honorário de Moçambique no Porto, Augusto Macedo Pinto, advogado com escritórios no Porto e na Beira (Moçambique).
A propósito daquela opinião, também o Sr. Joaquim da Costa Gomes, Boronário-Mor da Confraria da Broa de Avintes emitiu, no Jornal da Tarde da RTP1, de 9 de Agosto de 2010, o seu parecer acerca do mesmo assunto.
Como historiador e co-autor da História de Avintes, recentemente editada senti-me, naturalmente, interpelado a falar sobre as referidas opiniões.
A Broa de Avintes nasceu no tempo de D. Dinis?
A Historia de Avintes, ao longo dos tempos, tem sido objecto de alguns mitos e de algumas invenções.
Uma delas, e muito propalada, é a da Broa de Avintes ter nascido pela determinação de D. Dinis em enviar o fabrico do pão de milho para Avintes e o de trigo para Valongo por causa dos incêndios. O autor desta interpretação, sem correspondência histórica, deve-se ao nosso emérito conterrâneo Dr. João Aves Pereira (1891-1973) que a publicou no jornal A Luz do Operário, nº 409, de 13 de Novembro de 1934 e mais tarde replicada numa enciclopédia e em dois dicionários.
No que a Avintes diz respeito, o que de fundamental diz o citado documento de D. Dinis (ano de 1282, 25 de Fevereiro) é: não sejam os d’Avintes constrangidos de aportarem nos lugares onde lhes aprouver. Em linguagem familiar: [não impeçam [os moleiros] de Avintes de chegarem com as suas farinhas onde quiserem e não lhes apliquem quaisquer portagens].
Portanto, primeira conclusão: a Broa de Avintes e o pão de Trigo de Valongo não têm origem no tempo de D. Dinis.
E o que é, quando e onde nasceu a Broa de Avintes?
A Broa de Avintes é uma variedade de pão feito com farinha de milho e de centeio, água, sal, fermento e cozido em forno de lenha [de preferência pinho], durante cinco ou seis horas.
A Broa de Avintes, cujos ingredientes básicos são comuns ao alimento universal chamado Pão assume, na igualdade de alguns dos seus ingredientes, um processo de fabrico diferenciado que lhe dão um sabor, uma cor, um odor, uma textura e uma visualidade [formato pentagonal] diferente dos produtos da mesma família alimentar.
Avintes, desde o século XII até ao Liberalismo, sempre foi uma terra autónoma que teve a prerrogativa de aplicar a justiça em primeira instância, em casos cíveis, como atesta a existência centenária do nosso tribunal ao ar livre – a Pedra da Audiência.
Mesmo nos três forais outorgados a Vila Nova de Gaia, pelos reis D. Afonso III, D, Dinis e D. Manuel I, em nenhum deles, Avintes esteve incluída naquele concelho.
Mas, tirando o aspecto da autonomia, Avintes pouco se destacou de muitas outras terras portuguesas, quer em termos de desenvolvimento, quer em termos de tutela de senhores nobres e religiosos a quem pagava tributos e rendas.
Mas tudo se alterou, a partir dos inícios do século XVIII, devido à introdução e aproveitamento dos produtos panificáveis do milho maíz [Broa de Avintes] e a um conjunto de circunstâncias conjugadas.
Estas circunstâncias foram materializadas com a existência de terras de regadio, com recursos hídricos, com uma indústria moageira, com uma auto-estrada-de-água (Rio Douro), com a proximidade a uma grande cidade comercial (Porto), com a existência do centeio e com lenhas necessárias à panificação. A somar a tudo isto, acrescente-se a clarividência dos ancestrais avintenses em utilizar as condições que tinham ao pé da porta e de as aproveitar em favor da sua prosperidade. Outro factor de grande significado foi o dos avintenses fazerem a divisão do trabalho: eles, tratavam do amanho e a sementeira das terras de cultivo e elas [as Barqueiras e as Padeiras] transportavam e comercializavam o pão na cidade do Porto.
E foi o que aconteceu. Avintes enriqueceu e transformou-se radicalmente. Podemos afirmar com segurança histórica que Avintes só afirmou a sua identidade e a sua notoriedade na região norte e no país a partir do início século XVIII. As mudanças verificadas naquele século foram enormes: aumentou a população; incrementou-se a indústria moageira e o transporte e comercialização da broa de Avintes na Cidade do Porto [em 1758, semanalmente, moíam-se 7500 kg. de farinha e transportavam-se para sustento da cidade do Porto 3.840 kg. de pão cozido]; criou-se a 1ª Escola Primária de Avintes, em 1782; construiu-se, em 1742, o tribunal ao ar livre, A Pedra da Audiência; ampliou-se a Igreja Matriz em 1776/77, compraram-se sinos; construiu-se doze capelas, implantadas noutras tantas quintas; formaram-se duas confrarias laico-religiosas; organizou-se a Companhia de Ordenanças [Militares] de Avintes que agrupava as freguesias de Vilar de Andorinho e a de Seixezelo; construíram-se o Padrão Vermelho, as Alminhas do Senhor do Padrão e o Padrão do Alferes; construíram-se muitas casas, ainda hoje de pé, que exibem nos dinteis das portas de entrada a data das suas construções.
Foi, por consequência, durante o século XVIII que a Broa de Avintes nasceu, fruto introdução do milho maíz e das condições locais existentes em Avintes.
Tal como defendi nas 1ªs. Jornadas de História das Pequenas Pátrias, Avintes, é uma filha do milho maíz e a sua broa foi gerada, nascida e criada na margem esquerda do Douro.
Estas são as evidências históricas fundamentadas em fontes documentais e estudados pelos historiadores.
Agora afirmar que a Broa de Avintes tenha origem no “Mocates/Mikate moçambicano” porque “ o aspecto e o sabor é muito semelhante à broa de Avintes” “, e “com quase certeza científica, [dizer] que a origem não é de Portugal”, parece-me, no mínimo, uma mera opinião e, no máximo, uma afirmação bombástica para efeitos de protagonismo.
Em que investigações e em que metodologias se apoiou o Sr. advogado Augusto Macedo Pinto para chegar aquelas afirmações tão definitivas?
Quem e quando foi transportado o “Mocates/Mikate moçambicano” para ser replicado em Avintes. Que ingredientes, processo de fabrico, formato e qualidades organolépticas tem o “Mocates/Mikate moçambicano” para se afirmar com “certeza quase científica” que a Broa de Avintes é uma cópia da africana?
Depois a afirmação “que a origem não é de Portugal, porque ainda não havia cá milho” sugere-nos uma interrogação. Como explica o Sr. advogado Augusto Macedo Pinto a pátria da broa feita só com milho (chamada a de lavrador) que é conhecida na Galiza, no Brasil e em Portugal? A de Avintes, que leva centeio e milho, não é portuguesa nem avintense porque ainda não havia cá milho e a que é só fabricada com milho, donde veio?
Quando o Sr. advogado Augusto Macedo Pinto fala em sabor está a referir-se a que tipos de Broa de Avintes? À que é produzida pela maioria dos fabricantes avintenses e que segue o formato ancestral [pentagonal] ou a de outro fabricante que lhe dá o formato da broa de lavrador e lhe adiciona um produto adocicante?
Depois, quando se fala de milho referimo-nos a quê? Ao sorgo, ao milho-alvo, ao milho-painço, ao milho-miúdo ou ao milho maíz,, de origem sul-americana?
Se o Mocates/Mikate moçambicano é feito com o milho maíz como é que se sabe por quem e quando o cereal sul-americano foi introduzido na antiga possessão portuguesa de Moçambique?
Em História, são perigosos os raciocínios baseados “no que parece é!” e, neste caso, afirmar que a Broa de Avintes veio de Moçambique, com os argumentos que foram utilizados e publicados, é o mesmo que dizer que estamos perante uma broa insólita: tem asas e voou."
José Vaz
Historiador e Presidente da Direcção do Centro de Documentação e Investigação em História Local – Audientis
"Veio ao conhecimento público, muito recentemente, uma opinião sobre a “origem africana” da Broa de Avintes. Quem a produziu foi o Sr. ex-cônsul honorário de Moçambique no Porto, Augusto Macedo Pinto, advogado com escritórios no Porto e na Beira (Moçambique).
A propósito daquela opinião, também o Sr. Joaquim da Costa Gomes, Boronário-Mor da Confraria da Broa de Avintes emitiu, no Jornal da Tarde da RTP1, de 9 de Agosto de 2010, o seu parecer acerca do mesmo assunto.
Como historiador e co-autor da História de Avintes, recentemente editada senti-me, naturalmente, interpelado a falar sobre as referidas opiniões.
A Broa de Avintes nasceu no tempo de D. Dinis?
A Historia de Avintes, ao longo dos tempos, tem sido objecto de alguns mitos e de algumas invenções.
Uma delas, e muito propalada, é a da Broa de Avintes ter nascido pela determinação de D. Dinis em enviar o fabrico do pão de milho para Avintes e o de trigo para Valongo por causa dos incêndios. O autor desta interpretação, sem correspondência histórica, deve-se ao nosso emérito conterrâneo Dr. João Aves Pereira (1891-1973) que a publicou no jornal A Luz do Operário, nº 409, de 13 de Novembro de 1934 e mais tarde replicada numa enciclopédia e em dois dicionários.
No que a Avintes diz respeito, o que de fundamental diz o citado documento de D. Dinis (ano de 1282, 25 de Fevereiro) é: não sejam os d’Avintes constrangidos de aportarem nos lugares onde lhes aprouver. Em linguagem familiar: [não impeçam [os moleiros] de Avintes de chegarem com as suas farinhas onde quiserem e não lhes apliquem quaisquer portagens].
Portanto, primeira conclusão: a Broa de Avintes e o pão de Trigo de Valongo não têm origem no tempo de D. Dinis.
E o que é, quando e onde nasceu a Broa de Avintes?
A Broa de Avintes é uma variedade de pão feito com farinha de milho e de centeio, água, sal, fermento e cozido em forno de lenha [de preferência pinho], durante cinco ou seis horas.
A Broa de Avintes, cujos ingredientes básicos são comuns ao alimento universal chamado Pão assume, na igualdade de alguns dos seus ingredientes, um processo de fabrico diferenciado que lhe dão um sabor, uma cor, um odor, uma textura e uma visualidade [formato pentagonal] diferente dos produtos da mesma família alimentar.
Avintes, desde o século XII até ao Liberalismo, sempre foi uma terra autónoma que teve a prerrogativa de aplicar a justiça em primeira instância, em casos cíveis, como atesta a existência centenária do nosso tribunal ao ar livre – a Pedra da Audiência.
Mesmo nos três forais outorgados a Vila Nova de Gaia, pelos reis D. Afonso III, D, Dinis e D. Manuel I, em nenhum deles, Avintes esteve incluída naquele concelho.
Mas, tirando o aspecto da autonomia, Avintes pouco se destacou de muitas outras terras portuguesas, quer em termos de desenvolvimento, quer em termos de tutela de senhores nobres e religiosos a quem pagava tributos e rendas.
Mas tudo se alterou, a partir dos inícios do século XVIII, devido à introdução e aproveitamento dos produtos panificáveis do milho maíz [Broa de Avintes] e a um conjunto de circunstâncias conjugadas.
Estas circunstâncias foram materializadas com a existência de terras de regadio, com recursos hídricos, com uma indústria moageira, com uma auto-estrada-de-água (Rio Douro), com a proximidade a uma grande cidade comercial (Porto), com a existência do centeio e com lenhas necessárias à panificação. A somar a tudo isto, acrescente-se a clarividência dos ancestrais avintenses em utilizar as condições que tinham ao pé da porta e de as aproveitar em favor da sua prosperidade. Outro factor de grande significado foi o dos avintenses fazerem a divisão do trabalho: eles, tratavam do amanho e a sementeira das terras de cultivo e elas [as Barqueiras e as Padeiras] transportavam e comercializavam o pão na cidade do Porto.
E foi o que aconteceu. Avintes enriqueceu e transformou-se radicalmente. Podemos afirmar com segurança histórica que Avintes só afirmou a sua identidade e a sua notoriedade na região norte e no país a partir do início século XVIII. As mudanças verificadas naquele século foram enormes: aumentou a população; incrementou-se a indústria moageira e o transporte e comercialização da broa de Avintes na Cidade do Porto [em 1758, semanalmente, moíam-se 7500 kg. de farinha e transportavam-se para sustento da cidade do Porto 3.840 kg. de pão cozido]; criou-se a 1ª Escola Primária de Avintes, em 1782; construiu-se, em 1742, o tribunal ao ar livre, A Pedra da Audiência; ampliou-se a Igreja Matriz em 1776/77, compraram-se sinos; construiu-se doze capelas, implantadas noutras tantas quintas; formaram-se duas confrarias laico-religiosas; organizou-se a Companhia de Ordenanças [Militares] de Avintes que agrupava as freguesias de Vilar de Andorinho e a de Seixezelo; construíram-se o Padrão Vermelho, as Alminhas do Senhor do Padrão e o Padrão do Alferes; construíram-se muitas casas, ainda hoje de pé, que exibem nos dinteis das portas de entrada a data das suas construções.
Foi, por consequência, durante o século XVIII que a Broa de Avintes nasceu, fruto introdução do milho maíz e das condições locais existentes em Avintes.
Tal como defendi nas 1ªs. Jornadas de História das Pequenas Pátrias, Avintes, é uma filha do milho maíz e a sua broa foi gerada, nascida e criada na margem esquerda do Douro.
Estas são as evidências históricas fundamentadas em fontes documentais e estudados pelos historiadores.
Agora afirmar que a Broa de Avintes tenha origem no “Mocates/Mikate moçambicano” porque “ o aspecto e o sabor é muito semelhante à broa de Avintes” “, e “com quase certeza científica, [dizer] que a origem não é de Portugal”, parece-me, no mínimo, uma mera opinião e, no máximo, uma afirmação bombástica para efeitos de protagonismo.
Em que investigações e em que metodologias se apoiou o Sr. advogado Augusto Macedo Pinto para chegar aquelas afirmações tão definitivas?
Quem e quando foi transportado o “Mocates/Mikate moçambicano” para ser replicado em Avintes. Que ingredientes, processo de fabrico, formato e qualidades organolépticas tem o “Mocates/Mikate moçambicano” para se afirmar com “certeza quase científica” que a Broa de Avintes é uma cópia da africana?
Depois a afirmação “que a origem não é de Portugal, porque ainda não havia cá milho” sugere-nos uma interrogação. Como explica o Sr. advogado Augusto Macedo Pinto a pátria da broa feita só com milho (chamada a de lavrador) que é conhecida na Galiza, no Brasil e em Portugal? A de Avintes, que leva centeio e milho, não é portuguesa nem avintense porque ainda não havia cá milho e a que é só fabricada com milho, donde veio?
Quando o Sr. advogado Augusto Macedo Pinto fala em sabor está a referir-se a que tipos de Broa de Avintes? À que é produzida pela maioria dos fabricantes avintenses e que segue o formato ancestral [pentagonal] ou a de outro fabricante que lhe dá o formato da broa de lavrador e lhe adiciona um produto adocicante?
Depois, quando se fala de milho referimo-nos a quê? Ao sorgo, ao milho-alvo, ao milho-painço, ao milho-miúdo ou ao milho maíz,, de origem sul-americana?
Se o Mocates/Mikate moçambicano é feito com o milho maíz como é que se sabe por quem e quando o cereal sul-americano foi introduzido na antiga possessão portuguesa de Moçambique?
Em História, são perigosos os raciocínios baseados “no que parece é!” e, neste caso, afirmar que a Broa de Avintes veio de Moçambique, com os argumentos que foram utilizados e publicados, é o mesmo que dizer que estamos perante uma broa insólita: tem asas e voou."
José Vaz
Historiador e Presidente da Direcção do Centro de Documentação e Investigação em História Local – Audientis
terça-feira, 10 de agosto de 2010
broas, africa & polémicas...
Parece que há um ex-cônsul que quer levar com uma Broa de Avintes com mais de 15 dias...
País - A origem da Broa de Avintes - RTP Noticias, Vídeo
País - A origem da Broa de Avintes - RTP Noticias, Vídeo
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
fire with fire
não sou fã, não morro de amores pela tmn(apesar de ser a minha rede) e na rádio já enjoa um poucinho... ainda assim cá fica:
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26 de Setembro

