sábado, 13 de junho de 2009

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Alea jacta est…

Os resultados eleitorais do passado domingo relativos às Europeias parecem ter agitado as hostes partidárias em Avintes.

No centro direita, PSD e CDS-PP, algum desconforto e frustração pela divergência entre os resultados nacionais e os da freguesia.

Na CDU apesar do bom resultado em termos percentuais, nervosismo e preocupação pelo crescimento do BE.

Apesar do naufrágio nacional o PS local teve razões para sorrir face à vitória alcançada.

Não deixa de ser irónico que apesar de José Sócrates recusar qualquer ligação entre estas eleições e a avaliação da acção do governo, por cá alguns socialistas já encaram estes resultados como uma sondagem premonitória para as autárquicas…

Ainda recentemente o ps com medo de se afundar sozinho agarrava-se ao psd e gritava bem alto que o executivo da junta era formado pelos dois partidos com o objectivo sacudir responsabilidades. Mas nada como um bom resultado para resgatar a auto-estima e assim o ps começa novamente reclamar sozinho os méritos(!?) do executivo da junta.

Só quem não conhece o historial dos resultados eleitorais em Avintes desde 74 é que pode pode ficar surpreendido. O único facto de registo foi o resultado do bloco de esquerda.

Contam-se pelos dedos as eleições(autárquicas, lesgislativas, europeias, referendos, presidências) em que o ps não ganhou.

De facto a grande maioria das vitórias do ps local foram alcançadas com percentagens superiores aos resultados do último domingo.

Porque realmente acredito e pelo respeito a todos os que foram votar não consigo fazer qualquer associação ou extrapolação destes resultados para Outubro ou Novembro.

Isto não significa que estes resultados não devam ser analisados.

Mas aos resignados e aos eufóricos digo-lhes que aguardem tranquilos e pacientemente, pois o jogo ainda não começou e quando arrancar vai ser necessário fôlego para aguentar até ao fim.

A sorte está lançada…

O Jacarandá

Excertos, frases e parágrafos soltos do discurso de António Barreto em Santarém nas comemorações do 10 de Junho:

...Fizemos a democracia, mas não somos capazes de organizar a justiça. Alargámos a educação, mas ainda não soubemos dar uma boa instrução. Fizemos bem e mal. Soubemos abandonar a mitologia absurda do país excepcional, único, a fim de nos transformarmos num país como os outros. Mas que é o nosso. Por isso, temos de nos ocupar dele. Para que não sejam outros a fazê-lo...

...O regime democrático consolidou-se. Recheado de defeitos, é certo. Ainda a viver com muita crispação, com certeza. Mas com regras de vida em liberdade.
Evoluiu a situação das mulheres, a sua presença na sociedade. Invisíveis durante tanto tempo, submissas ainda há pouco, as mulheres já fizeram um país diferente....

...A estes trinta anos pertence também o Estado de protecção social, com especial relevo para o Serviço Nacional de Saúde, a segurança social universal e a escolarização da população jovem. É certamente uma das realizações maiores.
Estas transformações são motivo de regozijo. Mas este não deve iludir o que ainda precisa de mudança. O que não foi possível fazer progredir. E a mudança que correu mal...

...A Sociedade e o Estado são ainda excessivamente centralizados. As desigualdades sociais persistem para além do aceitável. A injustiça é perene. A falta de justiça também. O favor ainda vence vezes de mais o mérito. O endividamento de todos, país, Estado, empresas e famílias é excessivo e hipoteca a próxima geração. A nossa pertença à União Europeia não é claramente discutida e não provoca um pensamento sério sobre o nosso futuro como nacionalidade independente...

...Não usemos os nossos heróis para nos desculpar. Usemo-los como exemplos. Porque o exemplo tem efeitos mais duráveis do que qualquer ensino voluntarista...

...Pela justiça e pela tolerância, os portugueses precisam mais de exemplo do que de lições morais.
Pela honestidade e contra a corrupção, os portugueses necessitam de exemplo, bem mais do que de sermões.
Pela eficácia, pela pontualidade, pelo atendimento público e pela civilidade dos costumes, os portugueses serão mais sensíveis ao exemplo do que à ameaça ou ao desprezo.
Pela liberdade e pelo respeito devido aos outros, os portugueses aprenderão mais com o exemplo do que com declarações solenes...

...Contra a decadência moral e cívica, os portugueses terão mais a ganhar com o exemplo do que com discursos pomposos...

...Pela recompensa ao mérito e a punição do favoritismo, os portugueses seguirão o exemplo com mais elevado sentido de justiça...

...Mais do que tudo, os portugueses precisam de exemplo. Exemplo dos seus maiores e dos seus melhores. O exemplo dos seus heróis, mas também dos seus dirigentes. Dos afortunados, cujas responsabilidades deveriam ultrapassar os limites da sua fortuna. Dos sabedores, cuja primeira preocupação deveria ser a de divulgar o seu saber. Dos poderosos, que deveriam olhar mais para quem lhes deu o poder. Dos que têm mais responsabilidades, cujo “ethos” deveria ser o de servir...

..Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil!
Dê-se o exemplo de um poder firme, mas flexível, e a democracia melhorará.
Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá.
Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á.
Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos...

...Políticos, empresários, sindicalistas e funcionários: tenham consciência de que, em tempos de excesso de informação e de propaganda, as vossas palavras são cada vez mais vazias e inúteis e de que o vosso exemplo é cada vez mais decisivo. Se tiverem consideração por quem trabalha, poderão melhor atravessar as crises. Se forem verdadeiros, serão respeitados, mesmo em tempos difíceis...


...Em momentos de crise económica, de abaixamento dos critérios morais no exercício de funções empresariais ou políticas, o bom exemplo pode ser a chave, não para as soluções milagrosas, mas para o esforço de recuperação do país...

Pertinente e assertivo, como sempre...
Parabéns.
Ver discurso completo em:
http://o-jacaranda.blogspot.com/

quarta-feira, 10 de junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ai Jesus!!!

Embora católico e benfiquista não vejo forma desta união de facto funcionar, mesmo que consumada numa catedral...

Assim e no bom estilo de Pacheco Pereira torno público o meu descontentamento:


post scripton - mas ao contrário de JPP, e porque é futebol, continuarei a desejar e a festejar as vitórias.

A 7 de Junho…

1494 – Tratado de Tordesilhas;
1776 – Aprovada a proposta de elaboração da Declaração de Independência dos Estados Unidos da América;
1942 – Termina a 2ª Guerra Mundial;
1972 – Estreia do Musical Grease;
2001 – 2ª vitória de Tony Blair no Reino Unido;
e...
2009 – Eleições Europeias.

Contrariamente ao que aconteceu em Portugal, nós por cá em Avintes, nada de novo no horizonte:

PS: 1407
PSD: 798
PCP: 681
BE: 428
CDS: 265

Na mesa de voto onde estive tudo correu bem, senão vejamos:
- maridos que insistem em certificar-se in loco se as esposas não se enganam ou arrependem-se à última hora;
- os que querem fugir com o boletim ou então usar o café mais próximo como mesa de voto;
- senhoras que exigem que os governo lhes arranje dinheiro e marido(!) como contrapartida ao voto...

Mas mesmo assim todos puderam votar desde as mais comuns Marias e Antónios aos menos conhecido(a)s Cibelinas, Coralinas, Odílias, Cassildas, Ascácios, Ninas, Isolinas, Urbalinos, Balbinas, Mécias, Corinas, Rómulos e Lílias.

Obrigado a todos que participaram e em especial aos meus colegas de mesa.

sábado, 6 de junho de 2009

HOME...

















HOME, filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.

O trailer...



e o filme completo:
versão oficial
e
em português