Foi aprovado esta semana na assembleia da república o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Naturalmente sou contrário a qualquer tipo de descriminação seja ela religiosa, racial, social, cultural, sexual ou outras.
Mas também discordo da actual tendência de nivelar tudo pela mesma bitola julgando que tudo o que é não é igual é indesejável impedindo as diferenças, uniformizando artificialmente tudo. Este horror à diferença é pernicioso pois toma por igual o que é diferente, castra a liberdade e impede o respeito pelas opções de cada um.
A assunção da diferença não é uma formulação de um juízo de valor constitui apenas uma constatação da realidade.
É desonesto comparar esta situação com a descriminação racial dos negros ou tantos outros exemplos pois nesta situação devido à sua raça a sua liberdade de acção real estava impedida.
Esta descriminação, pelo menos nas sociedades ocidentais, é do ponto de vista legalista apenas formal pois ninguém está ou esteve impedido de tomar ou assumir as suas opções ou orientações sexuais.
Um homem é diferente de uma mulher e isso não implica que não tenham os mesmos direitos e obrigações.
Da mesma forma que a união entre pessoas do mesmo sexo não é igual a uma união entre pessoas de sexos diferentes embora naturalmente e sem qualquer restrição considere que ambas devam ter os mesmos direitos e obrigações.
Quanto à adopção a questão tem que estar focada nas crianças. Os direitos das crianças sobrepõem-se aos dos pais adoptivos. Não podemos esconder a cabeça debaixo da areia e esquecer que não existe discriminação. Ela existe, e por isso desde logo não podemos submeter as crianças à violência e ao estigma de viverem e crescerem numa família que é socialmente vista como disfuncional. As crianças não podem ser arma de arremesso nesta discussão.
Também recuso a aceitar a forma como é atacada a família, agora dita tradicional, pois parece que hoje não passa de algo ultrapassado e obsoleto que podemos facilmente dispensar. Isto para não falar na palavra proibida em que se tornou a procriação, pois a sua simples pronúncia confere logo um atestado de menoridade intelectual.
Sim, eu acho por muito esotérico que possa parecer por estes dias que as uniões com pessoas do mesmo sexo não são o mesmo e por isso não devem ser designados da mesma forma como a união entre pessoas de sexos diferentes, designado por casamento. Os direitos devem ser iguais mas nos dois casos.
Sim, eu discordo da possibilidade de adopção de crianças por casais do mesmo sexo, por respeito às crianças.
Discordo do referendo pois a assembleia tem toda a legitimidade para aprovar esta lei.
Também não perdi o sono pela lei ter sido aprovada.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
sábado, 26 de dezembro de 2009
Portela sempre!!!
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Fairytale Of New York...
Uma das minhas músicas de natal preferidas e como também é uma das menos conhecidas aqui fica...
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
avintes0913.blogspot.com
Embora já com algumas semanas de atraso face ao previsto nasce hoje oficialmente o espaço AVINTES 0913 que de uma forma despretensiosa pretende constituir-se como um fórum de análise, discussão, sugestões, debate, críticas, observações e esclarecimentos sobre a freguesia de Avintes durante a legislatura que agora se iniciou.
O espaço será aberto a todos sem quaisquer restrições salvo situações muito excepcionais de insultos ou ofensas, sendo nesses casos devidamente explicado pelos responsáveis do blog.
Também fica a promessa que todos os que publicaram post´s estarão devidamente identificados.
Assim fica o convite e o desafio a todos mas muito em particular aos Avintenses para participarem.
Pela gerência,
Marco Duarte
O espaço será aberto a todos sem quaisquer restrições salvo situações muito excepcionais de insultos ou ofensas, sendo nesses casos devidamente explicado pelos responsáveis do blog.
Também fica a promessa que todos os que publicaram post´s estarão devidamente identificados.
Assim fica o convite e o desafio a todos mas muito em particular aos Avintenses para participarem.
Pela gerência,
Marco Duarte
Subscrever:
Mensagens (Atom)