Todos os partidos temem-na e dizem-se sempre prontos para a combater.
O país atravessa uma das maiores crises dos últimos anos fruto da conjuntura internacional e das políticas macroeconómicas e sociais erráticas seguidas nos últimos 16anos.
Multiplicam-se os casos de corrupção envolvendo políticos ou ex-governantes.
Com a excepção de um deputado o Parlamento aprova por unanimidade uma alteração à lei do financiamento partidário que na prática facilita a corrupção e deixa de impedir que as campanhas possam dar lucro, aumentando assim a parcela das contribuições públicas.
O Tribunal de Contas afirma que não tem meios para aferir se a lei do financiamento dos partidos é respeitada por estes.
O mesmo Tribunal de Contas na mesma linha confessa que não analisa a declaração de rendimentos dos titulares de cargos públicos, também por falta de meios.
Os partidos ao fim de um ano ainda não chegaram a acordo sobre a nomeação do Provedor de Justiça, cuja função é defender os cidadãos.
Nenhum caso judicial importante chega ao fim, por arquivamento devido a falta de provas ou por prescrição. O cidadão comum não acredita na justiça.
O Ministério Público queixa-se que não tem os meios necessários para combater o crime.
As posições partidárias estão tão extremadas que mesmo numa altura de crise em que o país mais precisa o diálogo parece impossível.
Os governantes usurpam as suas funções com total desrespeito pela organização, independência e profissionalismo dos organismos e funcionários públicos.
Os partidos e os governantes não se regem pelas mesmas obrigações dos restantes cidadãos.
Assim é muito difícil…
segunda-feira, 11 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
Energia Solar...
"Situada no deserto da Austrália, esta fábrica de energia solar será a mais alta construção do mundo e também a mais ambiciosa obra para gerar electricidade a partir de uma fonte não poluente.
O maior projecto de produção de energia solar do planeta está a ser construído em Mildura, no meio do deserto australiano.Uma torre de 1 km de altura por 130 m de diâmetro, que será a mais alta construção do mundo quando ficar pronta, em 2009.
Será erguida no centro de um imenso painel solar, de 20 km quadrados. Se tudo correr como o previsto, o calor gerado pelo painel formará uma corrente de ar de até 50 km/h na enorme chaminé, o bastante para movimentar 32 turbinas, gerar 200 megawatts de energia e abastecer até 1 milhão de pessoas.
O gigantismo do projecto dá uma ideia de quanto as fontes renováveis, como o sol e os ventos, começam a merecer atenção e a tornarem-se viáveis.
O filme dura 02:41 e vale a pena ser visto."
O maior projecto de produção de energia solar do planeta está a ser construído em Mildura, no meio do deserto australiano.Uma torre de 1 km de altura por 130 m de diâmetro, que será a mais alta construção do mundo quando ficar pronta, em 2009.
Será erguida no centro de um imenso painel solar, de 20 km quadrados. Se tudo correr como o previsto, o calor gerado pelo painel formará uma corrente de ar de até 50 km/h na enorme chaminé, o bastante para movimentar 32 turbinas, gerar 200 megawatts de energia e abastecer até 1 milhão de pessoas.
O gigantismo do projecto dá uma ideia de quanto as fontes renováveis, como o sol e os ventos, começam a merecer atenção e a tornarem-se viáveis.
O filme dura 02:41 e vale a pena ser visto."
segunda-feira, 4 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
Are you better off now that you were four years ago?
Foi recentemente tornado público que Nuno Oliveira será novamente candidato à presidência da junta de freguesia de Avintes.
Esta candidatura resulta da conjugação cronológica de três factores fundamentais: a disponibilidade e vontade do próprio, a confiança e apoio do núcleo ao candidato e a aprovação e entusiasmo da concelhia à proposta do núcleo.
Nuno Oliveira dirige o Parque Biológico de Gaia desde 1983 e o seu curriculum é conhecido de todos.
Mesmo os seus adversários lhe reconhecem competência, experiência e conhecimentos mais do que suficientes para desempenhar o cargo de presidente da junta de freguesia de Avintes.
À quatro anos Nuno Oliveira foi desafiado em cima da hora para formar uma lista e teve que debater-se com um partido fragmentado e profundamente dividido, duas listas de independentes maioritariamente formadas com pessoas da órbita do psd e também a inexperiência da sua lista. Ainda assim aquela lista consegui o 2º melhor resultado de sempre do partido.
Outro facto de registo é que o programa de candidatura em 2005 constituiu uma verdadeira pedrada no charco, pois consegui identificar e sintetizar a maioria dos problemas da freguesia e em simultâneo indicar as soluções. Mais do que um programa para uma legislatura constituiu um“Livro Branco”de Avintes que deveria nortear o planeamento e as políticas da freguesia a médio prazo independentemente dos conjecturas eleitorais.
Em quatro anos Avintes pouco ou nada mudou e isso deve-se fundamentalmente à opção do presidente da junta em sobrepor os interesses partidários aos da freguesia nomeadamente no processo da EDP. Este episódio logo no início da legislatura marcou tristemente este mandato e uma vez mais a freguesia ficou prejudicada fruto das opções pessoais e de fidelidade partidária do presidente da junta.
Assim manifesto publicamente o meu apoio à candidatura de Nuno Oliveira e novamente estarei ao seu lado na defesa dos interesses de Avintes.
Post Scriptum – à quatro anos fui convidado por Nuno Oliveira para integrar a sua lista e agora em conjunto com outros empenhei-me activamente para que fosse novamente candidato pois reconheço-lhe capacidade para ser o presidente que Avintes precisa.
Esta candidatura resulta da conjugação cronológica de três factores fundamentais: a disponibilidade e vontade do próprio, a confiança e apoio do núcleo ao candidato e a aprovação e entusiasmo da concelhia à proposta do núcleo.
Nuno Oliveira dirige o Parque Biológico de Gaia desde 1983 e o seu curriculum é conhecido de todos.
Mesmo os seus adversários lhe reconhecem competência, experiência e conhecimentos mais do que suficientes para desempenhar o cargo de presidente da junta de freguesia de Avintes.
À quatro anos Nuno Oliveira foi desafiado em cima da hora para formar uma lista e teve que debater-se com um partido fragmentado e profundamente dividido, duas listas de independentes maioritariamente formadas com pessoas da órbita do psd e também a inexperiência da sua lista. Ainda assim aquela lista consegui o 2º melhor resultado de sempre do partido.
Outro facto de registo é que o programa de candidatura em 2005 constituiu uma verdadeira pedrada no charco, pois consegui identificar e sintetizar a maioria dos problemas da freguesia e em simultâneo indicar as soluções. Mais do que um programa para uma legislatura constituiu um“Livro Branco”de Avintes que deveria nortear o planeamento e as políticas da freguesia a médio prazo independentemente dos conjecturas eleitorais.
Em quatro anos Avintes pouco ou nada mudou e isso deve-se fundamentalmente à opção do presidente da junta em sobrepor os interesses partidários aos da freguesia nomeadamente no processo da EDP. Este episódio logo no início da legislatura marcou tristemente este mandato e uma vez mais a freguesia ficou prejudicada fruto das opções pessoais e de fidelidade partidária do presidente da junta.
Assim manifesto publicamente o meu apoio à candidatura de Nuno Oliveira e novamente estarei ao seu lado na defesa dos interesses de Avintes.
Post Scriptum – à quatro anos fui convidado por Nuno Oliveira para integrar a sua lista e agora em conjunto com outros empenhei-me activamente para que fosse novamente candidato pois reconheço-lhe capacidade para ser o presidente que Avintes precisa.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
The Betrayal…
O melhor episódio da mítica série Seinfeld.
É preciso ver e rever para perceber todos os detalhes…
segunda-feira, 27 de abril de 2009
One in a lifetime...
Excertos de uma entrevista recente a António Horta Osório, presidente executivo do Abbey National Bank, sobre as medidas para fazer frente à actual crise:
Empresas, “…num ambiente de liquidez escassa e com riscos de deflação, as empresas deverão evitar depender demasiado de capitais alheios, flexibilizar a sua estrutura de custos e, se possível, reorientar-se para produtos e serviços exportáveis”.
Famílias, “…aumentar os níveis de poupança para diminuir gradualmente a excessiva dívida das famílias, e trabalhar mais ou melhor para manter o nível de vida”.
Liderança, “…o maior problema é a imprevisibilidade do futuro próximo que obriga a que as lideranças estejam mais atentas de forma a manter a capacidade de flexibilidade permitindo decisões contingentes em função de ocorrências imprevistas no curto prazo e em simultâneo se preparem para explorar as oportunidades do pós-crise…”.
Embora um país não seja nem uma empresa nem uma família, estes objectivos deveriam nortear os princípios básicos da política do governo na actual conjuntura de dificuldades.
Infelizmente, uma parte significativa das acções deste governo estão orientadas em sentido contrário senão vejamos:
-aumento brutal e incontrolável do endividamento do país;
-focalização nos mega investimentos do tgv e aeroporto que desviam recursos de áreas mais produtivas e capazes de gerar economias de escala;
-frenesim insaciável em apoios e subsídios muitas vezes sem qualquer critério ou justificação;
-visão imediatista do problema apostando todos os recursos internos e créditos externos no presente restringindo ou limitando acções futuras caso a crise não seja resolvida no curto prazo;
O PM afirma muitas vezes que esta é uma crise one in a lifetime e que a sua resolução não vem nos livros…
Pois se fosse só copiar seria fácil, mas não chega vontade é também preciso muita capacidade...
Assim se percebe a desorientação e os erros graves que estão a ser cometidos por este governo.
Empresas, “…num ambiente de liquidez escassa e com riscos de deflação, as empresas deverão evitar depender demasiado de capitais alheios, flexibilizar a sua estrutura de custos e, se possível, reorientar-se para produtos e serviços exportáveis”.
Famílias, “…aumentar os níveis de poupança para diminuir gradualmente a excessiva dívida das famílias, e trabalhar mais ou melhor para manter o nível de vida”.
Liderança, “…o maior problema é a imprevisibilidade do futuro próximo que obriga a que as lideranças estejam mais atentas de forma a manter a capacidade de flexibilidade permitindo decisões contingentes em função de ocorrências imprevistas no curto prazo e em simultâneo se preparem para explorar as oportunidades do pós-crise…”.
Embora um país não seja nem uma empresa nem uma família, estes objectivos deveriam nortear os princípios básicos da política do governo na actual conjuntura de dificuldades.
Infelizmente, uma parte significativa das acções deste governo estão orientadas em sentido contrário senão vejamos:
-aumento brutal e incontrolável do endividamento do país;
-focalização nos mega investimentos do tgv e aeroporto que desviam recursos de áreas mais produtivas e capazes de gerar economias de escala;
-frenesim insaciável em apoios e subsídios muitas vezes sem qualquer critério ou justificação;
-visão imediatista do problema apostando todos os recursos internos e créditos externos no presente restringindo ou limitando acções futuras caso a crise não seja resolvida no curto prazo;
O PM afirma muitas vezes que esta é uma crise one in a lifetime e que a sua resolução não vem nos livros…
Pois se fosse só copiar seria fácil, mas não chega vontade é também preciso muita capacidade...
Assim se percebe a desorientação e os erros graves que estão a ser cometidos por este governo.
domingo, 26 de abril de 2009
Umshini Wami...
Os Sul-Africanos acabaram de eleger um novo presidente, Jacob Zuma, com 65,9% dos votos.O presidente agora eleito já foi acusado corrupção entre outros crimes e de violação de uma mulher portadora do HIV quando era presidia ao Concelho Nacional da Sida, considera que um duche é uma medida preventiva contra a transmissão do HIV, prometeu durante a campanha eleitoral praticamente tudo a todos, a música preferida é Umshini Wami ou seja Tragam a minha metralhadora, pretendia obter mais de dois terços para ter carta branca para todas as alterações constitucionais que pretendesse, considera que a gravidez na adolescência resolve-se com a retirada da criança à mãe e obrigando esta posteriormente a estudar, justifica a violência como uma herança do passado …
Com 1000 mortes causadas pela sida por dia, 50 homicídios por dia, uma esperança de vida inferior a 50 anos, muitas cicatrizes do apartheid ainda por sarar..., este presidente não parece um bom presságio para o futuro da África do Sul…
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