Hoje em dia já ninguém tem dúvidas que no futuro os recursos disponibilizados para as autarquias tenderão a ser insuficientes face às expectativas das populações e às obrigações sociais, patrimoniais e culturais daquelas.
Estes constrangimentos que agora começamos a perceber e acima de tudo a assimilar após anos de avisos resultam da má gestão dos recursos públicos e de um exagerado nível de endividamento da sociedade portuguesa em geral face à riqueza efectivamente produzida pelo país.
Se Portugal não for capaz de mudar muito rapidamente o seu paradigma de desenvolvimento sentiremos na pelas medidas de austeridade que nos serão impostas pela União Europeia com soluções que cortam a direito sem apelos nem preocupações pelas injustiças e/ou necessidades pontuais.
No mesmo sentido também não é razoável deixar para as gerações futuras os encargos e as responsabilidades por políticas e soluções erradas que apenas visam o benefício imediato e conjectural.
Esta introdução serve para contestar uma das últimas ideias da Junta de Freguesia, a substituição dos paralelos por betuminoso na rua da Escola Central.
Não me move qualquer sentimento nostálgico e nem sequer pertenço a qualquer associação de defesa do paralelo ou cubo de granito ou algo que se pareça.
Também nem questiono, para já, que a Junta de freguesia pretenda financiar a obra em parte através da venda dos paralelos o que será um negócio pouco claro e que não defende o interesse público, mas estas suspeitas ficam para depois.
Acima de tudo dificilmente alguém pode deixar de concordar que:
- Os paralelos podem durar até 400 anos com um baixo custo de manutenção;
- O betuminoso carece de recargas de 4 em 4 anos.
Hoje em dia Avintes apresenta uma rede viária num estado calamitoso e indigno como são exemplos a Rua da Corredoura, Rua Mário Mendes da Costa, Rua da Balsa, Viela da Balsa e Rua de Gradouro. Por acaso todas estas ruas são em betuminoso, na verdade algumas delas já só se podem ver alguns vestígios… Mas não são apenas as estradas em betuminoso e poderia continuar com dezenas de exemplos de outras ruas e vielas.
Os argumentos para o estado a que chegamos é que não existem recursos nem disponibilidade financeira para fazer face a estas necessidades.
No entanto para a Junta de freguesia o importante é gastar o pouco dinheiro que existe em estradas que até estão num estado muito razoável, o que não quer dizer que também não careçam de alguma manutenção, trocar os paralelos por betuminoso o que vai fazer subir os custos de manutenção no futuro e fazer mais uma negociata com a venda dos cubos de granito.
A minha opinião não é politicamente correcta e em ano de eleições é até contraproducente mas não posso pactuar ainda que por silêncio com decisões erradas que afectam prejudicialmente o presente e o futuro da freguesia.
eu acho q sim!
ResponderEliminaraté pq sem paralelo é do caraças fazer a bela peonaça c'a malta curte ;>
Boa Marco. Precisamos de rigor e lucidez. Só espero é que os intervalos entre posts sejam cada vez menores.
ResponderEliminarF. Flores
Subscrevo esta posição!
ResponderEliminarjedd
Se o Porto se viu no direito de substituir a bela calçada portuguesa da Avenida dos Aliados por cubo de granito importado do Japão, Avintes sente-se também no direito de ser pouco sustentável. Daí resultar a substituição do 'paralelo' sem olhar a meios e custos.
ResponderEliminarEnfim...
(Vim cá parar por acaso e achei o blog interessante.)
Cumprimentos